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Défice Cognitivo
Por Daniela Oliveira (Professora), em 2011/12/124825 leram | 0 comentários | 161 gostam
O que é o défice cognitivo?
O QUE É O DÉFICE COGNITIVO (OU DEFICIÊNCIA MENTAL)?
Vários autores assumem que alguém tem uma Deficiência Mental quando o seu funcionamento cognitivo ou intelectual se encontra abaixo do esperado para a sua idade (Q.I. é inferior a 70), e apresenta dificuldades de adaptação às tarefas necessárias a um quotidiano independente, nomeadamente, em pelo menos duas das seguintes áreas: comunicação, autonomia pessoal, autonomia doméstica, competências sociais, uso de recursos comunitários, autocontrolo, competências académicas, competências no trabalho, tempos livres, saúde e segurança (Associação Americana de Psiquiatria).
Critérios para a formulação do diagnóstico de Deficiência Mental:
Q.I. «borderline» 70-79; Deficiência Mental ligeira: 50-69; Deficiência Mental moderada: 35-49; Deficiência Mental severa: 20-34; Deficiência Mental profunda: <20

É FREQUENTE?
A taxa de prevalência da deficiência mental é estimada entre 1 a 3%, nas idades pediátricas. Embora não haja consenso entre os investigadores, parece ser mais frequente no sexo masculino (O.M.S, 2002; APA, 2000).

QUAL A CAUSA?
Tal como refere Nuno Lobo Antunes, a formação do cérebro é um prodígio de complexidade e precisão, e, como tal, vulnerável.
As causas do défice cognitivo são variadas. Pode resultar de erros congénitos (incluem malformações do cérebro e alterações nos cromossomas, como na Síndrome de Down), de infeções, de agentes tóxicos (álcool, intoxicação por chumbo), de traumatismos, de alterações endocrinológicas (o hipotiroidismo, ou diminuição do nível da hormona tiroideia), de doenças degenerativas, de doenças vasculares (falta de oxigenação e baixa da pressão arterial no período que rodeia o parto) e de perturbações metabólicas (falta de enzimas) (Antunes, 2009).
Identificar a causa da Deficiência Mental possibilita uma melhor compreensão da mesma. No entanto, muitas vezes a causa do défice cognitivo é impossível de reconhecer, sobretudo nos casos mais ligeiros.

COMO SE AVALIA?
O défice cognitivo é avaliado a partir de testes de inteligência. A escala de Wescheler (WISC – Wescheler Intelligence Scale for Children) é a mais utilizada e serve-se de provas verbais e não-verbais para definir um coeficiente de inteligência global (Q.I.), que é dividido na componente verbal e na de realização. A escala Griffiths é utilizada em crianças dos dois aos oito anos, e compara a idade da criança, em termos do seu desenvolvimento, com a sua idade cronológica, nas áreas motoras grosseira e fina, linguagem, socialização, realização e raciocínio prático. Para além desta avaliação é necessário “medir-se” as capacidades adaptativas através de questionários apropriados (Antunes, 2009). Existem muitos outros testes, todos eles com vantagens e desvantagens.

QUAIS AS CONSEQUÊNCIAS? QUAL O PAPEL DO PROFESSOR?
Alunos com défice cognitivo podem ter dificuldades com várias funções do cérebro, particularmente, apresentam um ritmo de aprendizagem mais lento, imaturidade emocional e dificuldades de memória a curto prazo e de concentração. O Estudante com défice cognitivo tem necessidades diferentes e vai exigir vários mecanismos de apoio. O professor deve definir objetivos realistas para estes alunos, dado que é fundamental que eles se sintam bem sucedidos nos seus esforços académicos.

Núcleo de Educação Especial


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